Na velha catedral de tom cinzento,
O sino chora tristes badaladas.
Os anjos são estátuas com espadas.
A torre sonda o negro firmamento.
E reza longamente a voz do vento.
As folhas rumorejam nas escadas.
Elevam-se em confusas revoadas...
E perdem-se no espaço nevoento.
Os galhos tecem teias assombrosas.
Parecem uma tísica urdideira...
E soam as corujas lastimosas,
e soa a meia noite costumeira.
E a vela crepitante, lacrimosa,
expressa minha crença derradeira…